Queremos partilhar os Açores!

#3

O mundo não para!

 

“Contou a história, demorando-se nos pormenores, nas voltas e reviravoltas, inventando com talento e gosto o muito que desconhecia.”

(José Eduardo Agualusa, em A Teoria Geral do Esquecimento)

 

É assim a vida do jornalista. Conta a história, vai ao essencial e dá voltas e reviravoltas no todo e no pormenor; no geral e no particular; naquilo que o leitor quer ler, ver e/ou ouvir. E depois inventa: formas de contar melhor, de ser melhor, de explicar e informar de uma forma cada vez mais clara!

Mas, como em tudo, no jornalismo nem tudo são rosas! Há bem pouco tempo, realizou-se o 4º Congresso dos Jornalistas, depois de muitos e muitos anos; 19, para ser mais precisa. E depois deste tempo todo os jornalistas mostram-se cansados, desiludidos com a profissão, frustrados com a sociedade que – muitas vezes – não os deixam ser jornalistas!

Foram mais de 40 as propostas aprovadas neste congresso, o que revela que os jornalistas, apesar de tudo, estão aí, vivos e de saúde. Aliás, recomendam-se: para infelicidade de muitos, mas para alegria de outros tantos! Porque sem jornalistas não há informação e sem informação não há mundo!

Muito se leu sobre o congresso e muita tinta correu nos jornais. Chegou-se à conclusão que falta o tempo e a oportunidade de exercer a profissão; percebeu-se – uma vez mais – que o sistema jornalístico, e não só, está viciado, com os vícios dos viciados de sempre e com os apêndices que atrás deles (os viciados) veem…

Os salários continuam com dígitos abaixo do esperado, mas as contas e a vida económica não tem qualquer interregno! E a independência do jornalista e dos órgãos de comunicação social fica limitada, restringida a quem – falsamente – estende uma mão: ou duas!

No entanto, há outras opiniões, aquelas que – realmente – nos agradam. O jornalismo passa, agora, por uma fase menos boa, mas tem muito mais coisas boas e positivas à sua volta. O jornalismo chega, agora, a mais pessoas, em várias partes do mundo, a qualquer hora do dia. E isso é muito bom! É caminho feito para quem quer caminhar fazendo das notícias o seu mundo. O jornalismo é, agora, digital na grande maioria das vezes e ganha uma dimensão mais do que dinâmica, mais do que interessante.

Trabalhamos mais e procuramos mais, mas temos mais formas de procurar; existem mais fontes e mais pessoas disponíveis e interessadas em ser e fazer notícia. O mundo não para e as notícias também não. Mas será que queríamos que isso acontecesse? Não! De forma alguma!

O que nunca podemos esquecer é a nossa forma de comunicar, a nossa qualidade, veracidade e credibilidade junto dos nossos leitores. É este mundo fantástico de ter o mundo na mão que nos deve fascinar, mas sempre com rigor, honestidade e humildade. Só assim contaremos histórias que deem reviravoltas na mente do leitor, só assim contaremos pormenores que se transformarão em formas fantásticas de ver a vida!

E é este caminho que a 9id AzoresNews tem vindo a percorrer. A contagem dos visitantes aumentou, o número e a qualidade dos cronistas, jornalistas, fotógrafos e ilustradores também. Queremos chegar mais longe, e lá estamos a chegar.

No jornalismo açoriano temos um lugar cada vez maior e o seu contributo é fundamental. Continuaremos por aqui, dia após dia, com a missão de informar e de ser portadores dos nossos Açores: para qualquer canto do mundo!

O mundo não para, já dizia David Dinis, diretor do Público, um dia destes; nós subscrevemos e dizemos que não queremos que os Açores parem. Isso, sim, seria um desperdício!

 

Acompanhem-nos!

 

Patrícia Carreiro & Filipe Carneiro