Queremos partilhar os Açores!
Em quem tens de te tornar para atingires aquilo que tanto queres?
Será que os teus objetivos, os teus desejos, as tuas metas não merecem que faças, em primeiro lugar, um trabalho contigo mesmo?
Como coach e formador, lido com bastantes pessoas e posso garantir que todas elas sonham. Todas querem mais, todas almejam novas experiências, todas ambicionam uma realidade diferente. Seja porque gostavam de ter um emprego incrível, um relacionamento inspirador, um corpo de modelo, fazer a mais maravilhosa das viagens, acelerar no mais potente dos carros, passar mais tempo com a família, entregarem-se ao hobbie que tanto adoram, fazer as pazes com alguém, aprender um novo ofício, uma nova língua, uma nova forma de se fazer algo.
Somos extraordinariamente distintos naquilo que queremos, mas tão parecidos na forma como vivemos. Somos tão diferentes e, no entanto, tão iguais. Os medos de um já foram vividos por milhões. As crenças que sabotam alguns já destruíram civilizações inteiras. O amor que alguém sente já criou o mais belo poema nas mãos de outra pessoa.
Muitos dos que me procuram, insatisfeitos com a sua vida, querem mais…Porém, não querem mudar. Desejam e sonham, mas insistem nas mesmas estratégias que as conduziram onde estão. O problema está aqui. Não compreendem que para terem resultados diferentes precisam de estratégias diferentes. Se nalguns casos as mudanças podem ser fáceis de conseguir, noutros a primeira mudança reside na própria pessoa. Mudar as suas crenças, as suas atitudes, a sua forma de pensar. Mudar os seus comportamentos, a sua disciplina, a sua determinação. Para obterem resultados fora de série têm de se tornar, elas próprias, em pessoas fora de série.
Por exemplo, se alguém deseja um companheiro carinhoso, com bom humor, seguro, confiante e bom ouvinte, então deve essa pessoa colocar-se numa vibração que ressoe com alguém com estes atributos. Deve ser totalmente como a outra pessoa? Não, mas deve estar num estado evolutivo que consiga reconhecer alguém com esses atributos e, acima de tudo, dar ao outro o valor que merece. Até porque, alguém assim, só se aproximará daqueles que o acompanhem. Se tal não acontecer, mais tarde ou mais cedo a verdade será reposta e a separação será provável.
O desafio parece elevado…e é, confesso. Mas o mais árduo é a aceitação desta condição. Os primeiros passos são, simultaneamente, os mais simples e os mais difíceis. Simples, porque uma grande mudança começa com pequenas atitudes. Difícil, porque é preciso vencer uma certa dose de orgulho, arrogância e, sobretudo, medo.
Somos quem somos devido a um conjunto alargado de fatores. Desde uma generosa dose de genética, até à influência dos comportamentos e atitudes dos que nos rodeiam. Em muitos casos adotamos uma personalidade que nos permitiu sobreviver da melhor forma a um ambiente específico. Se fui criado num ambiente de medo é provável que tenha desenvolvido estratégias para conseguir viver dia após dia, talvez adotando a agressividade ou a passividade como comportamento principal.
No entanto, o ambiente em que estou pode mudar, não fazendo sentido, nesta nova realidade, insistir nas atitudes que resultaram no passado. Importa, então, pensar quais as mudanças que desejo ver em mim para atingir novos resultados, novos objetivos.
As perguntas que coloco poderão ser:
O que quero?
Em que pessoa me quero tornar, respeitando os meus valores e a minha essência, para o conseguir atingir?
Qual é o primeiro passo concreto?
Quando vou começar?

 

Sei que tenho de SER, para só depois merecer TER.

 

Bons desafios,

David Nascimento

Ilustrações por: Ana Xilef

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