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Mais comunicação interna, por favor

São muitas, e cada vez mais, as teorias, estudos e debates em torno da Comunicação, este fenómeno omnipresente nas nossas relações – amorosas, familiares e profissionais, nas organizações, nas relações entre países, no mundo.
Comunicamos não só para satisfazer uma necessidade básica, mas também porque necessitamos de seduzir o nosso recetor. Sim, nos dias de hoje em que somos bombardeados com tanta informação, e em que impera o imediato e efémero, temos de definir estratégias para alcançar o nosso público-alvo e seduzi-lo.
E o sucesso está intimamente associado à Comunicação.
Como tal, temos de trabalhar as nossas competências comunicativas, um trabalho contínuo e que requer uma constante avaliação e implementação de medidas corretivas.
Dentro das organizações, a comunicação e as relações entre os seus públicos tem, igualmente, de ser trabalhada.
Denota-se que as nossas organizações estão cada vez mais despertas para a importância da comunicação, mas ainda descuram a interna.
Se analisarmos bem, no nosso dia-a-dia, a maioria dos problemas prende-se com “problemas de comunicação”. É a informação que não chegou, a que chegou tarde, a que foi mal interpretada, e por aí fora.
A este problema juntam-se os salários baixos, a falta de liderança e a ausência de validação de competências e de formação. Ora, será que conseguimos minimizar parte dos “estragos” destes pontos através da comunicação, de uma boa comunicação interna?
Importa olhar a Comunicação como uma ferramenta estratégica para o entendimento mútuo entre a empresa e os colaboradores. Uma ferramenta que ajuda a atenuar conflitos e a estimular o diálogo e que deve ser colocada ao serviço da abertura de ideias, críticas e sugestões dos colaboradores. Quando fomentada, imprime espontaneidade no movimento descendente, ascendente, horizontal e transversal de comunicação, otimizando os canais já existentes e promovendo a confiança dos colaboradores: a comunicação é capaz de mobilizar, motivar e integrar o colaborador.
Tenho defendido que as nossas organizações necessitam não só de bons profissionais (técnicos), mas acima de tudo de boas pessoas. É imperativo a humanização das empresas e a promoção do sentido de pertença.
Com um cenário interno favorável, que é como quem diz com funcionários participativos, valorizados, realizados e motivados, cria-se um ambiente agradável com boas relações interpessoais, pautado por um clima de confiança e que, por sua vez, conduz a uma maior produtividade e melhoria na qualidade do serviço prestado.      
Parece-me o cenário ideal! Então, por que razão não se aposta verdadeiramente na Comunicação Interna?

Carmen Costa
Ilustrado por: Luís Cardoso

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