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“A escrita faz parte de tudo o que faço”

Escritor e comediante, Hélder Medeiros vai lançar amanhã o seu terceiro romance policial, de nome A balada do ouro nazi, com a chancela das Letras Lavadas. O artista foi o vencedor do Concurso Literário Letras em Movimento 2016, organizado pelo EscreVIVER (n) os Açores e pela Associação Ilhas em Movimento.
Natural da ilha de São Miguel, Hélder é o autor do site helfimed e do canal de Youtube HELFIMED, contando já com milhares de subscritores.

Vai lançar agora o seu terceiro livro intitulado “A Balada do Ouro Nazi”. Fale-nos um pouco acerca dele.
A Balada do Ouro Nazi é um emocionante thriller policial, um estilo literário pouco comum na literatura açoriana, que segue uma série de eventos extraordinários que acontecem em São Miguel: uma sequência de homicídios por um sádico assassino batizado de Carniceiro do Bosque das Crianças; um grupo de assaltantes procurados pelas autoridades europeias; a transferência de uma fortuna em ouro de Londres para os Estados Unidos e uma suposta seita que guarda um segredo secular. Tudo começa numa manhã serena, como todas as outras na pacata ilha de São Miguel, mas desta vez a população acorda para uma realidade muito diferente. As manchetes matinais vêm malhadas de vermelho: há um assassino frenético à solta. Nascido de uma sequência perturbante de homicídios, o Carniceiro do Bosque das Crianças aterroriza a ilha. As mortes assumem contornos caóticos, mas existe um toque de genialidade que confunde as autoridades. David, um antigo operacional do Grupo de Operações Especiais da P.S.P., vê-se envolvido nesta caça ao homem quando é encarado com a suspeita de que um familiar próximo pode ser o macabro assassino. Mas nada pode preparar David para a tortuosa estrada que terá de percorrer e para as revelações vertiginosas que o esperam. Numa corrida contra o tempo, o caçador torna-se a presa ao descobrir que, por detrás do Carniceiro do Bosque das Crianças, esconde-se uma conspiração internacional de dimensões estonteantes muito além do que alguma vez poderia imaginar.

O humor é uma característica presente nos seus romances. É escolha sua ou algo que vai surgindo à medida que escreve?
O humor é algo que me é inerente e que, de forma automática, transpira para os diálogos das personagens. Todavia, considerando o estilo literário do livro, muitas vezes o humor é apresentado em forma de sarcasmo profundo, o que o torna ainda mais agradável de escrever.

As suas obras são direcionadas para que tipo de público?
Para o público em geral. Não tenho qualquer tipo de pretensão intelectual, pelo que os meus livros são escritos com um estilo corrido, acessível e interessante. Penso que qualquer pessoa que gosta de mergulhar numa boa história e deixar-se levar por uma narrativa emocionante, vai gostar de ler o livro.

Para além de romances policiais, vê-se a escrever outros género literários?
Talvez crónicas humorísticas. Mas em termos de romance, para escrever um livro mesmo, este é o género literário que me atrai. É o que gosto de ler, logo é o que gosto de escrever.

Pretende continuar a escrever?
Claro, a escrita faz parte de tudo o que faço. Até os vídeos, pelo qual sou mais conhecido, têm uma forte base na escrita. Aliás, garanto que 70% do sucesso dos meus vídeos advém das horas que passo a escrever. Por isso, claro que pretendo continuar a escrever. Até porque escrever, para mim, não é um trabalho: é um prazer!

Que lugar ocupa a leitura na sua vida?
Um lugar muito importante, se bem que não leio tanto como gostava por falta de tempo. Mas um dos grandes prazeres da vida, para mim, é a satisfação de ler a última página de um bom livro e sentir-me de alma cheia e satisfeita.

Na sua opinião, acha que a literatura é uma arte acarinhada nos Açores?
Sim, tão acarinhada como outra qualquer. Agora, é como tudo o resto, uma arte quanto mais aficionados tiver, mais apoio e projeção tem. O que se passa é que, apesar de acarinhada, talvez lhe falte aficionados.

Não se dedica somente à escrita, mas também à comédia. Conta com inúmeros vídeos publicados no Youtube. Como deu início a esta aventura? E como tem sido o feedback do público?
Em 2006, criei uma conta no YouTube e comecei a fazer upload de vídeos. Na altura, ainda não se falava em YouTube enquanto plataforma de criação de material original e nem se imaginava que seria o que é hoje. Criei a conta na altura porque precisava basicamente de um sítio onde armazenar os vídeos que tinha feito para a tuna universitária onde tocava e clips de atuações ao vivo para enviar para as pessoas que conhecia. E foi esta a única utilidade da minha conta no YouTube até 2008. Nesse ano, o comediante Nuno Markl fez um pequeno passatempo no seu blog que consistia em fazer um vídeo e o prémio para o melhor vídeo era um despertador. E foi para participar neste passatempo que fiz o meu primeiro vídeo de propósito para YouTube.  Tive bom feedback em relação ao vídeo. Fiquei um pouco entusiasmado com a reação das pessoas, mas tomei aquilo como um evento singular e não pensei em fazer mais vídeos. Até, mais para o fim daquele ano, aparecer um outro passatempo em que tínhamos de fazer um vídeo e o prémio para o melhor vídeo era uma câmara de filmar. De novo, tive bom feedback e comecei a ganhar confiança e uma base muito tímida de seguidores. Estou a falar de 50, 60, 100 pessoas…E então continuei e fiz mais vídeos, mas desta vez só mesmo pelo prazer de fazer vídeos, e as coisas foram fluindo, até hoje…

Projetos futuros?
Passa mesmo pela promoção do livro e produzir mais conteúdo para o YouTube. Basicamente fazer o que estou a fazer agora, mas mais e melhor.

www.helfimed.com

www.youtube.com/helfimed

Rita Frias

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